Ler é algo maravilhoso, mas é difícil começar porque, diante de tantas opções, não sabemos qual escolher. Na maioria das vezes, nos deparamos com gostos diferentes do nosso e isso, de alguma forma, nos inibe de começar a ler.
Nas escolas nos indicam Iracema, Memórias Póstumas de Brás Cubas, O Mulato e alguns outros bons livro, mas que são chatos quando não pegamos o jeito de ler e abstrair o rebuscamento da época.
Por isso, decidimos criar este blog para indicar os livros que lemos, como os classificamos, fazer uma resenha, indicar sites para baixar livros, enfim, incentivar quem deseja iniciar uma boa leitura ou continuar nesse mundo de troca de informação tão brilhante.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

A Cidade do Sol

Título: A Cidade do Sol
Autor: Hosseini, Khaled
Editora: Nova Fronteira
Ano: 2007

Hoje, ao terminar de ler A Cidade do Sol, de Hossini Khaled, tive a impressão de viver no paraíso. O romance conta a história de duas mulheres, nascidas em décadas diferentes, mas com os mesmos problemas: a guerra, a falta de respeito com as mulheres e as dores das perdas.

Na primeria parte do livro, é narrada a história de Mariam, filha bastarda de um rico homem, condenada à vida dura e à solidão simplesmente por ser bastarda. Após a morte da mãe, Mariam é dada para casamento a um homem bem mas velho, Rashid. Usando a desculpa de que Mariam não conseguia dar um filho homem, Rashid espanca Mariam por qualquer motivo. Mariam e Rashid vivem sob a tensão da guerra Afegã.

A segunda parte do livro conta a história de Laila, uma menina doce, criada por pais que se amam e que a ama. Filha de professor, a menina frequenta a escola, estuda e tem a certeza que escolherá o próprio marido. O pai de Laila diz que ela deve estudar pois, quando for adulta poderá ajudar o Afeganistão e se recuperar. Laila tem dois irmãos que não conhece porque estão na guerra e um amigo, Tariq, pelo qual ela se apaixona na adolescência.

Mariam e Laila vivem na mesma rua, mas não se conhecem até que o destino as une. Cabul está constantemente bombardeada, muitos civis morrendo, partes de corpos sendo arremessadas ao longe. Tariq resolve ir embora com os pais e chama Laila, a pede em casamento, mas Laila não quer deixar os pais. A mãe de Laila não quer ir embora pra não deixar o país pelo qual os filhos se sacrificaram, ela ainda espera ver o Afeganistão em paz. No dia que Laila e os pais resolvem partir, um missil atinge a casa e apenas Laila sobrevive. Rashid e Mariam a socorrem e dão abrigo.

O que parece ser uma boa ação, na verdade é um plano de Rashid para ter mais uma esposa. Enquanto Laila ainda está doente e atordoada, um homem vai à casa de Mariam e dá a notícia que Tariq e sua família estão mortos. Laila se vê sozinha e grávida, então aceita o pedido de casamento de Rashid.

Os mal tratos de Rashid une Mariam e Laila, permitindo que elas sobrevivam a pancadas, guerras, fome, seca, falta de hospitais e de medicamentos. Laila tem dois filhos, Aziza e Zilman. No pior momento Afegão, quando a seca ataca, Aziza é dada para um orfanato. Mulheres não podiam andar sozinhas nas ruas ou seriam espancadas por soldados, mesmo assim Laila enfrentava a dor para ver a filha.

Quando tudo parece perdido e insuportável, Tariq volta para buscar Laila. Quando Rashid o vê, tenta matar Laila com as mãos, mas Mariam o mata com um golpe de pá. Sabendo que será perseguida pelo crime, Mariam se entrega para a morte e pede para Laila pegar os filhos e ir embora com Tariq. Apesar de não concordar, Laila aceita os argumentos de Mariam que paga pelo seu crime.

Laila vive feliz com Tariq e os filhos em um hotel no Paquistão, mas o sonho de reconstruir Cabul após a invasão da ONU no governo Bush, os levam de volta. Laila resolve visitar a primeira casa de Mariam e o amigo que ela tanto falava. Lá recebe um caixa contendo uma carta e uma herança deixada pelo pai de Mariam. O dinheiro, convertido em dóllar pelo próprio pai de Mariam, permite a Laila e Tariq reformar o orfanato que abrigou Aziza. Cabul se recupera os poucos. Ávores são plantadas, casas pintadas e reconstruídas, ecolas abertas. Tudo parece voltar ao normal.

Eu terminei o livro achando que algo de ruim ainda aconteceria com Laila e Tariq. É tanto sofrimento que fica difícil acreditar na felicidade. Mas Laila cumpre sua missão, ser últil a Cabul quando a guerra acabar. Além da vida e sofrimento do povo Afegão, o livro descreve quatro décadas de história afegã e termina no período posterior à queda das torres gêmeas, a invasão americana com a ONU e a busca pelos terroristas. Ao terminar a leitura me senti parte daquele lugar, feliz com o plantio de flores em capas de mísseis e com a nova vida de Laila, Tariq e família.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Conversando com Deus


Título: Conversando Com Deus
Autor: Neale Donald Walsch
Editora: Agir
Ano: 2008

Conversar com Deus é para mim algo natural e muito bom. Não falo de orar, mas de conversar mesmo, receber respostas, seja com pensamentos, textos ou exemplos. Por isso, quando vi o livro com esse título achei algo totalmente possível e resolvi lê-lo.

Antes de ler o livro vi o filme, se fosse uma história real, seria bem interessante. Até achei que fosse, o que me incentivou mais ainda a buscar o livro. O livro não fala nada sobre as cenas do filme. O autor pergunta sempre sobre a família, ou seja, não parece ser um homem abandonado como no filme.

O autor fala verdades bíblicas, embora trate Jesus apenas como mais um mestre, não o filho de Deus, e a bíblia como um livro ultrapassado. Deixa a ideia de que o livro Conversando com Deus é a nova bíblia. Achei uma obra pretenciosa e perigosa, embora tenha muita verdade nas suas linhas, até porque ele reescreveu teorias já existentes na bíblia, principalmente no Novo Testamento. Neale também usou de teorias espíritas e filosóficas para compor seu livro.

Parece que Neale Donald Walsch conseguiu fazer 04 livros, sendo que no primeiro ele diz que seriam 03. Pois é, acho que Deus resolveu conversar um pouco mais. Só li o primeiro volume e não compraria os outros 03, mas se vier gratuitamente para minha mão, tento ler ao menos mais um.

O conteúdo é bom, quem sou eu pra dizer que não. Muito do que tem lá eu também ouvi e descobri em minhas conversas com Deus, mas justamente por conta do que vi, ouvi, senti e aprendi é que eu não faria um livro em nome de Deus. Posso até escrever o que senti e aprendi com Ele, mas usar diálogos, jamais! Uma pessoa em desespero ou com pouco conhecimento religioso e filosófico pode levar o livro ao pé-da-letra e fazer interpretações perigosas a respeito do que está escrito.

Fora os exageros do livro, o conteúdo, se bem interpretado, é bom e verdadeiro. Qualquer um de nós pode conversar com Deus e fazer as descobertas sobre a própria vida. Deus é um Pai, amigo que está ao nosso lado. Jesus é o homem que nos guia no verdadeiro amor, nos mostra a melhor maneira de encontrar a paz e a felicidade. Deus nos deu o livre arbítrio e, por isso, só pode nos amar e nos proteger dos nosso próprios atos. Se pedirmos a Deus com fé, acreditando que o pedido já foi acatado, o universo se movimenta para que o milagre se realize. Claro que, quando descobrimos a fé, também descobrimos que dinheiro e sucesso são consequências e não objetivos e também que não podemos desejar nada que vá de encontro com a felicidade do próximo.

Existe um Deus dentro de cada um de nós, um Deus amigo que podemos ouvir, meditar e agir de forma positiva para o mundo. Existem mestres, Jesus o maior de todos, que nos mostra verdades sobre a beleza da vida e do amor. Quem se dispõe a buscar Deus, buscar o amor de Jesus, encontrará o caminho da verdade, da paz e do amor. Lembre-se sempre: Deus é nosso maior amigo!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Quem Me Roubou de Mim?


Título: Quem me roubou de mim?
Autor: Fábio de Melo
Editora: Canção Nova
Ano: 2008

Quem já se sentiu perdido de si mesmo? Quem já se olhou no espelho e disse: "Esse não sou eu", "Esse relacionamento me tirou do sério", "Não me reconheço mais" dentre tantas frases que podemos citar. O livro "Quem Me Roubou de Mim" fala justamente do sequestro do subconsciente.

Para explicar o sequestro do subconsciente, o autor faz uma abordagem inicial sobre o sequestro do corpo, a vida no cativeiro, a relação entre sequestrador, sequestrado e a família. Após essa introdução, Fábio explica o sequestro do subconsciente.

Para contextualizar ele se vale de histórias ouvidas como sacerdote, intuição, experiência pessoal e teorias filosófica e teológica. Tudo isso junto dá ao livro uma percepção maior que um simples livro de auto-ajuda.

Ao longo de nossas vidas podemos sequestrar ou ser sequestrados. Podemos imaginar um relacionamento que não existe, uma pessoa que não existe, criar um personagem e ter que vivê-lo até sair do cativeiro. Podemos deixar de viver por medo, viver preso no vício e tantas outras formas de cativeiro.

Fábio deixa claro que podemos e devemos ser livres, devemos nos livrar dos cativeiros das nossas vidas. Uma passagem interessante é quando ele diz que não existe amor ideal porque o ideal está pronto e o ser humano está sempre se modificando. O que existe é a pessoa certa e para encontrá-la é preciso conhecê-la. Por isso ele acredita que paixão à primeira vista corre o risco de ser um desastre. A graça do amor é justamente aceitar o outro com os defeitos, buscar melhorá-lo sem retirar-lhe a essência.

A parte mais bonita do livro é saber que podemos tirar pessoas do cativeiro, trazê-la para a realidade, torná-la livre e feliz. Ele cita a passagem bíblica onde a mulher, no momento de ser apedrejada é salva por Jesus, apenas com palavras ditas no momento certo. Ele explica o quanto aquela mulher estava presa em seu cativeiro de prostituição e Jesus a salvou quando acreditou que ela poderia ser melhor e que não merecia a morte pelas mãos dos que a fizeram pecar.

Para finalizar ele deixa um conjunto de resposta que até hoje penso e não consigo responder. Buscar as respostas é fator essencial para concluir o livro, pois este só está definitivamente lido quando a mensagem for absorvida pelo leitor.

Em breve falarei das minhas descobertas a partir do livro, mas isso já é outra publicação.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Carta entre Amigos


Título: Carta entre Amigos.
Autor: Fábio de Melo e Gabriel Chalita
Editora: Ediouro
Ano: 2009

Muito difícil conceituar o livro Cartas entre Amigos. Parece ser de auto-ajuda, mas não é. Talvez de filosofia, mas também não é. Também não é um sermão religioso como muitos esperam. Nem pode-se dizer que é um livro, mas um conjunto de cartas trocadas entre dois amigos que decidem parar um pouco as atribulações da vida para dar atenção um ao outro. Na capa diz que é um livro para falar dos medos contemporâneos, eu não o definiria assim. A linguagem não é muito simples, é preciso atenção para lê-lo e, para os mais curiosos, ter um site de pesquisa ao lado é bom.

O encantamento do livro é justamente a não intenção de dar lição de moral. Os autores simplesmente falam o que sentem e usam a filosofia e a poesia para descrever seus pensamentos. Falam muito do amor. Aquele que surge de pedras, que supera perdas, que se doa ao próximo, o amor de Cristo. Fala do amor fast-food que vivemos hoje no mundo industrial e lembram que o amor é feito em fogo a lenha, onde temos que constantemente buscar o combustível desse amor.

Vários sentimentos são citados em carta, sempre interligando um ao outro, sempre trazendo o amor como parte da solução. É difícil descrever todos os temas abordados, eles se misturam, vão e voltam e se completam. Muitas vezes o que Gabriel escrevia parecia ter vindo de mim, é ele quem quase sempre traz a dúvida e Fábio a serenidade. Gabriel é a chama, Fábio a razão que controla a emoção. Os dois se completam em cartas emocionadas e cheias de poesia.

Algumas passagens foram marcantes para mim:
- A história de Cora Coralina que, apesar da vida cheia de problemas, transformou tudo em amor e poesia.
- A citação de Gabreil sobre a paixão onde, por insistirmos em uma flor, deixamos de ver e cuidar de outras flores em nosso jardim.
- A busca pela liberdade, o mal que fazemos em prender o amor por medo de perdê-lo.
- O vazio do mundo que levam os jovens à drogas e qual o papel dos pais nesse contexto.
- A limpeza dos nosso museu interior para que a próxima pessoa a entrar nele encontre o passado limpo e organizado, seja ele bom ou ruim.
- A passagem do mar vermelho, mostrando que a fé para existir precisa que o homem acredite e dê o primeiro passo.
- A força que se mostra na fragilidade de Madre Tereza.

São tantos assuntos, muitos sem resposta. Na verdade, não é a intenção dar respostas e isso é bom. Confesso que chorei na última carta quando o Pe. Fábio fala da força que vem da fragilidade. Chorei porque percebi que é nos meus momentos mais frágeis que ganho força para mudar minha vida. É na fragilidade do próximo que ganho forças para ajudá-lo. Percebi que não sou fraca, apenas frágil e que isso não é defeito, é um jeito de ser. Pensei na minha fé e vi que preciso entrar no mar para que Deus possa abri-lo. Chorei, pedi perdão e desejei lavar os pés de Cristo com minhas lágrimas.

O livro sozinho não traria tantos sentimentos, ele o fez porque resolvi lê-lo num momento difícil e importante de minha vida. Talvez, dentre tantos assuntos, algum tenha importância na sua vida nesse momento. Cada carta traz à tona um fantasma a ser vencido. Cada palavra uma reflexão sobre a vida. Terminei o livro desejando um amigo para escrever-lhe cartas sobre a vida. Terminei o livro certa de que posso ser mais do que sou, mas que já sou mais do que imagino. Tive a certeza que posso lê-lo novamente, em outros momentos, e encontrar outros confortos.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

A Carne dos Anjos

Título: A Carne dos Anjos (Shift Pure Cry)
Autor: Siobhan Dowd (1960-2007)
Editora: Agir
Ano: 2009
Tradução: Celina Portocarrero

Só pra variar,comprei mais um livro pela capa, pelo título e pela introdução. Não tinha referências ou indicação de amigos, mas aquele texto inicial me deixou encantada.

Confesso que esperava ter sentido mais emoção. A história é tocante, triste e muito comum nos dias de hoje, infelizmente. Não sei se faltou algo em mim ou no livro, mas apesar de bom não passou os sentimentos prometidos. Será que me acostumei com o sofrimento de meninas inocentes?

A história de Shell nos faz refletir sobre o papel das igrejas na vida dos jovens, a omissão social diante dos problemas do mundo, o pré-julgamento, os vícios e a solidão.

A leitura é simples, palavras bem escritas, mas sem rebuscamento. Bom livro para adolescentes que estão prestes a iniciar uma vida a dois. Talvez eles entendam que é preciso ter amor e respeito com o parceiro e que ter vida sexual sem responsabilidade é colocar em sofrimento muitas outras vidas.

Bem, apesar da ressalva inicial, eu gostei do livro e recomendo.


Introdução oficial do Livro:

"Shell tem apenas quinze anos, mas a vida já é bastante cruel com ela. Depois da morte da mãe, o pai voltou as costas à realidade e entregou-se à bebida, deixando que ela se ocupasse dos dois irmãos menores. Shell não quer mais frequentar a igreja e regularmente falta às aulas na escola. Sem dinheiro em casa, a não ser pelo pouco que seu pai consegue pelos arredores em nome da caridade, sua única distração são os cigarros divididos com Declan, garoto por quem se apaixona, e as conversas com a amiga Bridie. Sem ter com quem compartilhar suas aflições de menina, ela pensa que o espírito de sua mãe retorna à Terra como fantasmhttp://www.acarnedosanjos.com.br/livro.aspa benigno, e de tanto em tanto põe o velho vestido de seda cor-de-rosa, escondido no fundo do armário do pai. Nem mesmo a chegada de um jovem padre, com idéias modernas e nem um pouco moralistas, é capaz de mudar a rotina silenciosa da aldeia de Coolbar. Mas logo Shell se encontrará no centro de um gravíssimo escândalo, que abala os fundamentos da pequena comunidade irlandesa e ecoa por todo o país. Para enfrentar esta provação, ela terá de apelar para toda sua coragem.

Baseado numa história real, A carne dos anjos é um desses romances que nunca deixam o leitor indiferente. Um livro inesquecível sobre adolescência, amor, fé, redenção e esperança.."


Site oficial: http://www.acarnedosanjos.com.br/livro.asp

terça-feira, 4 de agosto de 2009

As Intermitências da Morte


Título: As Intermitências da Morte
Autor: José Saramago (1922, Portugal)
Ano: 2005
Editora: Companhia das Letras

Escondido entre livros que nunca li estava o romance de José Saramago, As Intermitências da Morte. Considerando que, depois que estou morando só, tempo é algo que tenho de sobra, resolvi lê-lo.

A princípio o livro é difícil de ler, digo até que Machado de Assis ficou simples diante dos devaneios de Saramago. Os diálogos não são organizados por travessão, a linguagem é rebuscada e crítica.

Com o passar dos capítulos, já lia os diálogos sem travessão com tranquilidade. Também me acostumei com as palavras e nem percebia tanto o rebuscamento. Até me simpatizei com aquele jeito de escrever, Para mim é algo que senti também quando me acostumei com Machado de Assis. O difícil se torna atraente, assim como na vida.

Outra dificuldade era ter que voltar uma ou duas páginas porque, na tentativa de ler um pouco mais, me perdia num sono e não lembrava a leitura no dia seguinte, fato pouco comum em outros livros.

A história não é original, eu já pensava muitas vezes como seria o mundo sem morte, sabendo o quanto a morte é importante para a vida. Original mesmo são as inúmeras situações descritas na fase um, não exatamente pela ausência da morte e sim pelo desespero humano diante desta perda. Importante ressaltar a humanização da morte, fato que torna o livro empolgante e ocorre com intensidade na fase dois do livro. O final, fase três? O resurgimento da morte. Surpreendente.

O que posso concluir é que se quiser algo diferente, algo para trabalhar os neurônios, leia este livro. Não se assuste com as primeiras folhas; acostume-se, vá adiante. Assim que chegar de 1/3 a 1/2 do livro, tudo ficará mais interessante e se chegar ao final, dê um sorriso de satisfação e compartilhe a felicidade com a morte.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Segredos Destruidores


Título: STILLWATCH - Segredos Destruidores
Autor: Mary Higgins Clark
Editora: Record
Tradução: Gilson Soares
Ano: 2007

Aproveitando as férias conclui mais uma leitura. Dessa fez o livro foi emprestado por Rosinha. Eu nunca tinha lido nada sobre crimes e mistérios, não conseguia, mas esse livro eu consegui levar até o fim.

Patrícia Traymore (Pat) é uma apresentadora de sucesso e credibilidade cujo interesse é fazer um programa sobre a senadora Abigail Jennings, mulher que Pat admira. Depois de enviar uma carta à senadora, Pat é chamada para trabalhar em um emissora de Washington para fazer o documentário sobre a senadora. Pat tinha outros interesses além do programa: rever Sam, o amor da sua vida, e descobrir a verdadeira história do assassinato de seus pais quando ela ainda era uma criança de 3 anos e por pouco não morreu. O que Pat não sabia é que Abigail era a provável indicação para vice presidente.

A vinda de Pat causa apreensão e espectativa em muitas pessoas, pois a aparente história correta de vida de Abigail estava envolta em mistérios e assuntos mal contados. Por este movito, Pat recebe ameaças para não fazer o programa, mas não leva a sério. Quanto mais Pat pesquisa a vida de Abigail, mas os fatos parecem confusos e misteriosos. Toby, Eleanor e Arthur são alguns dos personagens que completam a trama e determinam o enredo do livro.

O livro é bem contado, mas é previsível e não dá para saber a época em que a história se passa. Ideal para roteiro de filmes americanos onde o mordomo é o culpado e a mocinha é salva pelo herói. A linguagem é simples e interessante, com muitos diálogos e palavras acessíveis. No geral eu digo que, embora não seja nenhum exemplo de obra literária, é um bom livro de ficção e uma boa indicação de leitura.