
Livro: A Menina que Roubava Livros
Autor: Markus Zusak - Jovem (1975), minha idade, um sucesso, uma inspiração.
Tradução: Vera Ribeiro
Editora: Intrínseca
Primeira Edição: Fevereiro de 2007
Após alguns meses de comprado, finalmente li A Menina que Roubava Livros. Confesso que sofri do mesmo mal de O Caçador de Pipas, achar que o livro era importante demais para começar a qualquer hora, mas dia 31/08 dei um basta e comecei a lê-lo, terminando ontem, dia 09/09. Demorei um pouco, eu sei, mas tenho meus motivos.
É um livro detalhista, escrito em tempo psicológico que fala de um tema pesado por natureza: o período do nazismo alemão e da segunda guerra mundial. É bem escrito, diferente. Os assuntos aparecem em partes e são detalhados adiante, quando nem lembramos mais deles. Quando algo interessava eu ficava lembrando, torcendo para chegar à história que eu queria saber.
Existem muitos personagem entrelaçados e importantes que merecem ser memorizados. Liesel, Rudy, Tommy, Hans, Rosa, Max e Ilsa são os que mais lembro agora. O que há de mais bonito no livro é a expressão de amor entre essas pessoas que não têm nenhum vínculo de sangue e são ligados apenas pelo amor, pela dor e pelas palavras.
Ah! a palavra, essa traz profundidade ao livro. Mostra que uma boa palavra pode unir pessoas e uma má palavra pode destruí-las. Liesel com seus livros fez muitas pessoas felizes. Hitler (Führer), com seus discursos, fez pilhas de mortos e famintos, destruiu o mundo à sua volta.
Não chorei. Sinto muito, mas não me emocionei. Gostei do que li, mas não tive surpresas que me fizesse respirar mais fundo. Até teve partes que gostei muito:
-- As cartas entre Liesel e a mulher do prefeito. Foi a parte que percebi: - que bom! Liesel agora sabe que não é uma ladra e não precisa mais carregar este peso consigo.
-- O amor de Hans, Rosa, Rudy e Max por Liesel. Que bom que eles foram felizes e tudo por causa de uma garotinha.
Por fim a narradora, a morte, interliga gentilmente os acontecimentos e mostra que ela também sofre com a guerra e a morte prematura. Ela conta como conseguiu saber tanto sobre liesel, a sacudidora de palavras, e o quanto a admirou.
Se eu o aconselho a ler? Sim, principalmente se quer sair do corriqueiro, quer parar de ler livros de suspense ou livros bonitinhos tipo Paulo Coelho. Leia-o com calma e volte sempre que necessário, não perca a história. Retire das entrelinhas as lições de amor incondicional deixadas por Liesel, Hans e Rudy.
"Quando a morte conta uma história, voce deve parar para ler". Foi essa frase e o título que me fizeram comprar o livro. Eu compro livros pelo título e pela capa, e vc?