
Livro: Memória de Minhas Putas Tristes
Título original: Memoria de Mis Putas Tistes
Autor: Gabriel Garcia Márquez (colombiano, 1928).
Tradução: Eric Nepomuceno
Editora: Record
Edição: 2007
Rosinha, a pequena que sempre falo aqui, me emprestou Memória de Minhas Putas Tristes, de Gabriel Garcia Márquez. Eu nunca compraria ou leria algo com esse nome, mas li por alguns motivos: credibilidade de quem me emprestou, fama do livro e a frase na capa indicando que foi ganhador do prêmio nobel de literatura. Com tantos requisitos, impossível resistir.
Comecei a lê-lo sábado. Nas primeiras páginas do livro tive nojo do personagem. Achei-o insuportável, nojento, pedófilo, preguiçoso e desrespeitoso com a figura feminina. Desisti de lê-lo.
Domingo, um daqueles dias sem nada pra fazer, olhei novamente pro livro e disse:- vou tentar. Voltei a lê-lo. O sentimento de nojo foi se transformando em pena e despreso, depois vieram algumas qualidades e uma mudança no personagem que o fez melhor. Ao final do dia já tinha lido tudo sem ter certeza se gostei ou não.
O livro não tem muita história. É um conto de fadas da bela adormecida entre um ancião de 90 anos que nunca amou e uma garota de 14 anos de idade, almejante a prostituta. Rosa Cabarcas (dona do prostíbulo), Diamantina (fiel empregada), Ximena Ortiz (a noiva), Delgadina (a bela adormecida) são as principais putas tristes da história. Elas são o espelho do que uma mulher não pode ser.
Se gostei do livro? Só gostei porque é bem escrito. A linguagem é marcante e a tradução muito bem feita. Minha mente ficava viajando no texto durante o sono inicial e isso foi o melhor do livro, ele rendia mesmo quando eu não estava lendo.
Se recomendo? Claro! Por que não?
Quem quiser ver uma boa resenha do livro vá o blog http://danifenti.wordpress.com/2008/02/12/o-amor-de-gabriel/