Ler é algo maravilhoso, mas é difícil começar porque, diante de tantas opções, não sabemos qual escolher. Na maioria das vezes, nos deparamos com gostos diferentes do nosso e isso, de alguma forma, nos inibe de começar a ler.
Nas escolas nos indicam Iracema, Memórias Póstumas de Brás Cubas, O Mulato e alguns outros bons livro, mas que são chatos quando não pegamos o jeito de ler e abstrair o rebuscamento da época.
Por isso, decidimos criar este blog para indicar os livros que lemos, como os classificamos, fazer uma resenha, indicar sites para baixar livros, enfim, incentivar quem deseja iniciar uma boa leitura ou continuar nesse mundo de troca de informação tão brilhante.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

A Menina que Roubava Livros


Livro: A Menina que Roubava Livros
Autor: Markus Zusak - Jovem (1975), minha idade, um sucesso, uma inspiração.
Tradução: Vera Ribeiro
Editora: Intrínseca
Primeira Edição: Fevereiro de 2007

Após alguns meses de comprado, finalmente li A Menina que Roubava Livros. Confesso que sofri do mesmo mal de O Caçador de Pipas, achar que o livro era importante demais para começar a qualquer hora, mas dia 31/08 dei um basta e comecei a lê-lo, terminando ontem, dia 09/09. Demorei um pouco, eu sei, mas tenho meus motivos.

É um livro detalhista, escrito em tempo psicológico que fala de um tema pesado por natureza: o período do nazismo alemão e da segunda guerra mundial. É bem escrito, diferente. Os assuntos aparecem em partes e são detalhados adiante, quando nem lembramos mais deles. Quando algo interessava eu ficava lembrando, torcendo para chegar à história que eu queria saber.

Existem muitos personagem entrelaçados e importantes que merecem ser memorizados. Liesel, Rudy, Tommy, Hans, Rosa, Max e Ilsa são os que mais lembro agora. O que há de mais bonito no livro é a expressão de amor entre essas pessoas que não têm nenhum vínculo de sangue e são ligados apenas pelo amor, pela dor e pelas palavras.

Ah! a palavra, essa traz profundidade ao livro. Mostra que uma boa palavra pode unir pessoas e uma má palavra pode destruí-las. Liesel com seus livros fez muitas pessoas felizes. Hitler (Führer), com seus discursos, fez pilhas de mortos e famintos, destruiu o mundo à sua volta.

Não chorei. Sinto muito, mas não me emocionei. Gostei do que li, mas não tive surpresas que me fizesse respirar mais fundo. Até teve partes que gostei muito:
-- As cartas entre Liesel e a mulher do prefeito. Foi a parte que percebi: - que bom! Liesel agora sabe que não é uma ladra e não precisa mais carregar este peso consigo.
-- O amor de Hans, Rosa, Rudy e Max por Liesel. Que bom que eles foram felizes e tudo por causa de uma garotinha.

Por fim a narradora, a morte, interliga gentilmente os acontecimentos e mostra que ela também sofre com a guerra e a morte prematura. Ela conta como conseguiu saber tanto sobre liesel, a sacudidora de palavras, e o quanto a admirou.

Se eu o aconselho a ler? Sim, principalmente se quer sair do corriqueiro, quer parar de ler livros de suspense ou livros bonitinhos tipo Paulo Coelho. Leia-o com calma e volte sempre que necessário, não perca a história. Retire das entrelinhas as lições de amor incondicional deixadas por Liesel, Hans e Rudy.

"Quando a morte conta uma história, voce deve parar para ler". Foi essa frase e o título que me fizeram comprar o livro. Eu compro livros pelo título e pela capa, e vc?

Um comentário:

Lola disse...

Passei rapidinho, mas, voltarei para ler seu comentário sobre este livro, ainda não li. Assisti a palestra do autor sobre o livro na Bienal e gostei muito...
Beijão.