Hoje é o aniversário de Fernando Pessoa, grande nome da literatura portuguesa que de tão popular e belo até parece ser conterrâneo nosso.
Eu gosto muito de um famoso poema dele, Atopsicografia, porque traduz exatamente o que se passa na alma ao escrever e ler um poema. É difícil para quem faz poesia, distinguir até onde o sentimento é real ou imaginário. Podemos simplesmente viver a dor ou a alegria do outro ou transformar um simples momento em um poema para a vida toda. Nem sempre o que escrevemos foi experiência de vida, podendo ser apenas um posicionamento no lugar do outro, um desejo de sentir o que não se viveu. Quem lê o que escrevemos visualiza a própria dor ou alegria, imaginando que o poeta viveu o mesmo que ele.
Poema é isso, um extrator de sentimento, não aquele utilizado para escrever, mas o que sai de quem lê e toma o poema para si. João Pessoa é um grande extrator de sentimentos, um poeta como poucos.
AUTOPSICOGRAFIA
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas da roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama o coração.
(Fernando Pessoa)
Enquanto...
Enquanto não superarmos
a ânsia do amor sem limites,
não podemos crescer
emocionalmente.
Enquanto não atravessarmos
a dor de nossa própria solidão,
continuaremos
a nos buscar em outras metades.
Para viver a dois, antes, é
necessário ser um.
(Fernando Pessoa)
Imagem: Estátua de Fernando Pessoa da autoria de Lagoa Henriques, no café A Brasileira, no Chiado, Lisboa
Ler é algo maravilhoso, mas é difícil começar porque, diante de tantas opções, não sabemos qual escolher. Na maioria das vezes, nos deparamos com gostos diferentes do nosso e isso, de alguma forma, nos inibe de começar a ler.
Nas escolas nos indicam Iracema, Memórias Póstumas de Brás Cubas, O Mulato e alguns outros bons livro, mas que são chatos quando não pegamos o jeito de ler e abstrair o rebuscamento da época.
Por isso, decidimos criar este blog para indicar os livros que lemos, como os classificamos, fazer uma resenha, indicar sites para baixar livros, enfim, incentivar quem deseja iniciar uma boa leitura ou continuar nesse mundo de troca de informação tão brilhante.
Nas escolas nos indicam Iracema, Memórias Póstumas de Brás Cubas, O Mulato e alguns outros bons livro, mas que são chatos quando não pegamos o jeito de ler e abstrair o rebuscamento da época.
Por isso, decidimos criar este blog para indicar os livros que lemos, como os classificamos, fazer uma resenha, indicar sites para baixar livros, enfim, incentivar quem deseja iniciar uma boa leitura ou continuar nesse mundo de troca de informação tão brilhante.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
segunda-feira, 11 de abril de 2011
O dia do coringa
Título: O Dia do Curinga
Editora: Companhia das Letras
Autor: JOSTEIN GAARDER
Ano: 1996
Quantas vezes ouvimos a expressão "A vida é um jogo"? O autor levou a sério esta afirmação e associou a vida a um jogo de paciência onde uma jogada determina o futuro de outra e o coringa é o jogador.
Apesar de ser um livro para adolescentes, qualquer pessoa achará graça em lê-lo. Os cenários são bem descritos, os personagens interessantes e a história bem contada. O autor nos leva a um mundo de fantasia onde as cartas ganham vida e determinam o futuro de um menino.
Não consegui abstrair tanto a ponto de encontrar a quantidade de filosofia pretendida. O que percebi é que a vida é como um jogo de paciência onde cada carta posicionada nos leva a reorganizar o jogo para vencê-lo, ou seja, a cada passo que damos, precisamos nos reorganizar para que a vida flua e as metas sejam alcançadas. Outra conclusão é que nossos passos determinam mudanças na vida de outras pessoas e no nosso jogo somos o curinga, a pessoa única que influencia e muda o mundo ao redor. O curinga pode mudar as regras do jogo, ou seja, podemos mudar nosso nosso jogo de paciência, assim como nossa vida.
Não é tão óbvio chegar a essa conclusão, então podem haver outras interpretações para o livro e essa pode nem estar certa. Tudo depende do ponto de vista de quem o lê e da fase da vida em que esteja.
Editora: Companhia das Letras
Autor: JOSTEIN GAARDER
Ano: 1996
Quantas vezes ouvimos a expressão "A vida é um jogo"? O autor levou a sério esta afirmação e associou a vida a um jogo de paciência onde uma jogada determina o futuro de outra e o coringa é o jogador.
Apesar de ser um livro para adolescentes, qualquer pessoa achará graça em lê-lo. Os cenários são bem descritos, os personagens interessantes e a história bem contada. O autor nos leva a um mundo de fantasia onde as cartas ganham vida e determinam o futuro de um menino.
Não consegui abstrair tanto a ponto de encontrar a quantidade de filosofia pretendida. O que percebi é que a vida é como um jogo de paciência onde cada carta posicionada nos leva a reorganizar o jogo para vencê-lo, ou seja, a cada passo que damos, precisamos nos reorganizar para que a vida flua e as metas sejam alcançadas. Outra conclusão é que nossos passos determinam mudanças na vida de outras pessoas e no nosso jogo somos o curinga, a pessoa única que influencia e muda o mundo ao redor. O curinga pode mudar as regras do jogo, ou seja, podemos mudar nosso nosso jogo de paciência, assim como nossa vida.
Não é tão óbvio chegar a essa conclusão, então podem haver outras interpretações para o livro e essa pode nem estar certa. Tudo depende do ponto de vista de quem o lê e da fase da vida em que esteja.
Confie em mim
Tradução: Marcelo Mendes
Editora: Sextante
Autor: HARLAN COBEN Ano: 2009
Harlan Cobem fez um romance policial, Não Conte a Ninguém, que é simplesmente fantástico e, é claro, eu fiquei com vontade de ler outras obras do autor. O título Confie em Mim pareceu interessante, então resolvi lê-lo. O livro é bom, tem uma proposta de enredo diferente, mas o desenvolvimento é muito parecido com o outro, ou seja, é mais um daqueles livros bem comerciais com fórmulas prontas para o rápido sucesso. Mesmo assim é interessante de ler. Os personagens são bem definidos, o cenário bem elaborado e a linguagem fácil, mas não cansativa. Traz um questionamento sobre família, confiança e liberdade. No geral, eu recomendo.
Sinopse:
Preocupados com o comportamento cada vez mais distante de seu filho Adam - principalmente depois do suicídio de seu melhor amigo, Spencer Hill -, o Dr. Mike Baye e sua esposa, Tia, decidem instalar um programa de monitoração no computador do garoto.
Os primeiros relatórios não revelam nada importante. Porém, quando eles já começavam a se sentir mais tranqüilos, uma estranha mensagem muda completamente o rumo dos acontecimentos: "Fica de bico calado que a gente se safa."
Perto dali, a mãe de Spencer, Betsy, encontra uma foto que levanta suspeitas sobre as circunstâncias da morte de seu filho. Ao contrário do que todos pensavam, ele não estava sozinho naquela noite fatídica. Teria sido mesmo suicídio?
Para tornar o caso ainda mais estranho, Adam combina ir a um jogo com o pai, mas desaparece misteriosamente. Acreditando que o garoto está correndo grande perigo, Mike não medirá esforços para encontrá-lo.Quando duas mulheres são assassinadas, uma série de acontecimentos faz com que a vida de todas essas pessoas se cruzem de forma trágica, violenta e inesperada.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Poesia Matemática
Poesia Matemática
(Millôr Fernandes)
Às folhas tantas
do livro matemático
um Quociente apaixonou-se
um dia
doidamente
por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável
e viu-a do ápice à base
uma figura ímpar;
olhos rombóides, boca trapezóide,
corpo retangular, seios esferóides.
Fez de sua uma vida
paralela à dela
até que se encontraram
no infinito.
"Quem és tu?", indagou ele
em ânsia radical.
"Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode me chamar de Hipotenusa."
E de falarem descobriram que eram
(o que em aritmética corresponde
a almas irmãs)
primos entre si.
E assim se amaram
ao quadrado da velocidade da luz
numa sexta potenciação
traçando
ao sabor do momento
e da paixão
retas, curvas, círculos e linhas sinoidais
nos jardins da quarta dimensão.
Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidiana
e os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções newtonianas e pitagóricas.
E enfim resolveram se casar
constituir um lar,
mais que um lar,
um perpendicular.
Convidaram para padrinhos
o Poliedro e a Bissetriz.
E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro
sonhando com uma felicidade
integral e diferencial.
E se casaram e tiveram uma secante e três cones
muito engraçadinhos.
E foram felizes
até aquele dia
em que tudo vira afinal
monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum
freqüentador de círculos concêntricos,
viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela,
uma grandeza absoluta
e reduziu-a a um denominador comum.
Ele, Quociente, percebeu
que com ela não formava mais um todo,
uma unidade.
Era o triângulo,
tanto chamado amoroso.
Desse problema ela era uma fração,
a mais ordinária.
Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade
e tudo que era espúrio passou a ser moralidade
como aliás em qualquer sociedade.
Fonte: Texto extraído do livro "Tempo e Contratempo", Edições O Cruzeiro - Rio de Janeiro, 1954, pág. sem número, publicado com o pseudônimo de Vão Gogo.
(Millôr Fernandes)
Às folhas tantas
do livro matemático
um Quociente apaixonou-se
um dia
doidamente
por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável
e viu-a do ápice à base
uma figura ímpar;
olhos rombóides, boca trapezóide,
corpo retangular, seios esferóides.
Fez de sua uma vida
paralela à dela
até que se encontraram
no infinito.
"Quem és tu?", indagou ele
em ânsia radical.
"Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode me chamar de Hipotenusa."
E de falarem descobriram que eram
(o que em aritmética corresponde
a almas irmãs)
primos entre si.
E assim se amaram
ao quadrado da velocidade da luz
numa sexta potenciação
traçando
ao sabor do momento
e da paixão
retas, curvas, círculos e linhas sinoidais
nos jardins da quarta dimensão.
Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidiana
e os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções newtonianas e pitagóricas.
E enfim resolveram se casar
constituir um lar,
mais que um lar,
um perpendicular.
Convidaram para padrinhos
o Poliedro e a Bissetriz.
E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro
sonhando com uma felicidade
integral e diferencial.
E se casaram e tiveram uma secante e três cones
muito engraçadinhos.
E foram felizes
até aquele dia
em que tudo vira afinal
monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum
freqüentador de círculos concêntricos,
viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela,
uma grandeza absoluta
e reduziu-a a um denominador comum.
Ele, Quociente, percebeu
que com ela não formava mais um todo,
uma unidade.
Era o triângulo,
tanto chamado amoroso.
Desse problema ela era uma fração,
a mais ordinária.
Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade
e tudo que era espúrio passou a ser moralidade
como aliás em qualquer sociedade.
Fonte: Texto extraído do livro "Tempo e Contratempo", Edições O Cruzeiro - Rio de Janeiro, 1954, pág. sem número, publicado com o pseudônimo de Vão Gogo.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Tenha um pouco de fé
Título: Tenha um pouco de fé
Autor: Mitch Alvom
Editora: Sextante
Ano: 2009
Passei meu sábado em ótima companhia. Levei para casa na sexta-feira o livro "Tenha um pouco de fé" e só parei de ler quando a vista pendia, o que me fazia dormir ou ir para a internet.
Sempre namorei esse livro, apenas por causa do título, só depois de comprar é que soube da existência de outra obra famosa do mesmo autor "A última grande lição".
"Você faria meus discurso fúnebre?". Diante dessa pergunta feita pelo rabino Albert Lewis, homem considerado por Mitch como alguém no nível entre ele e Deus, Mitch se viu obrigado a aceitar o pedido e o que parecia um favor se voltou como uma lição de vida e uma satisfação pessoal. Enquanto Mitch conhecia melhor Albert e aprendia com ele sobre a vida e a fé, outra pessoa importante apareceu em seu caminho, o pastor Henry Covington. Duas religiões diferentes, duas crenças diferentes, dois mundos diferentes e uma fé em comum. Mitch se viu entre dois homens de fé inabaláveis que conseguiam juntar pessoas e melhorar a vida delas.
O livro traz ensinamentos sobre fé e Deus, mas não é essa a lição mais importe. O fundamental é perceber que a fé transforma o mundo para melhor e une as pessoas em laços que jamais elas imaginariam. Não importa qual o seu Deus, o que importa é dizer: Deus o abençoe!
Autor: Mitch Alvom
Editora: Sextante
Ano: 2009
Passei meu sábado em ótima companhia. Levei para casa na sexta-feira o livro "Tenha um pouco de fé" e só parei de ler quando a vista pendia, o que me fazia dormir ou ir para a internet.
Sempre namorei esse livro, apenas por causa do título, só depois de comprar é que soube da existência de outra obra famosa do mesmo autor "A última grande lição".
"Você faria meus discurso fúnebre?". Diante dessa pergunta feita pelo rabino Albert Lewis, homem considerado por Mitch como alguém no nível entre ele e Deus, Mitch se viu obrigado a aceitar o pedido e o que parecia um favor se voltou como uma lição de vida e uma satisfação pessoal. Enquanto Mitch conhecia melhor Albert e aprendia com ele sobre a vida e a fé, outra pessoa importante apareceu em seu caminho, o pastor Henry Covington. Duas religiões diferentes, duas crenças diferentes, dois mundos diferentes e uma fé em comum. Mitch se viu entre dois homens de fé inabaláveis que conseguiam juntar pessoas e melhorar a vida delas.
O livro traz ensinamentos sobre fé e Deus, mas não é essa a lição mais importe. O fundamental é perceber que a fé transforma o mundo para melhor e une as pessoas em laços que jamais elas imaginariam. Não importa qual o seu Deus, o que importa é dizer: Deus o abençoe!
domingo, 5 de dezembro de 2010
Querido John
Título: Querido John
Autor: Nicholas Sparks
Tradução: Patrícia de Cia
Ano: 2010 (4a impressão)
Editora: Novo Conceito
Sempre que leio algo pesado como li "O Evangelho Segundo Jesus Cristo" gosto de intercalar com algo sereno pra não perder o romantismo. Escolhi Querido John pela frase da capa "O que você faria com uma carta que mudasse tudo?" e pelos 5 milhões de cópias vendidas. Sinceramente, essa não é a melhor frase para resumir o livro, mas ele deixa no final uma bonita mensagem de amor.
Livro de linguagem tão fácil e tão óbvia que dá vontade de pular as páginas. O autor demora a engrenar a história e faz parecer um daqueles filmes de sessão da tarde com amores de verão.
A história só toma um sentido mais sério e mais curioso a partir da segunda carta que John recebe, não pela carta, mas pelo amadurecimento do personagem principal, John.
No final, John demonstra amor verdadeiro, compaixão, desapego e solidariedade, deixando uma verdadeira de lição de amor ao próximo. Um exemplo de pessoa hoje rara no mundo. Me fez desejar que existisse um John de verdade que eu pudesse ser um pouco como ele.
Quem resolver ler, faça por uma boa história de amor, não por uma carta reveladora ou por desejar encontrar um livro que justifique vender 5 milhões de exemplares.
Autor: Nicholas Sparks
Tradução: Patrícia de Cia
Ano: 2010 (4a impressão)
Editora: Novo Conceito
Sempre que leio algo pesado como li "O Evangelho Segundo Jesus Cristo" gosto de intercalar com algo sereno pra não perder o romantismo. Escolhi Querido John pela frase da capa "O que você faria com uma carta que mudasse tudo?" e pelos 5 milhões de cópias vendidas. Sinceramente, essa não é a melhor frase para resumir o livro, mas ele deixa no final uma bonita mensagem de amor.
Livro de linguagem tão fácil e tão óbvia que dá vontade de pular as páginas. O autor demora a engrenar a história e faz parecer um daqueles filmes de sessão da tarde com amores de verão.
A história só toma um sentido mais sério e mais curioso a partir da segunda carta que John recebe, não pela carta, mas pelo amadurecimento do personagem principal, John.
No final, John demonstra amor verdadeiro, compaixão, desapego e solidariedade, deixando uma verdadeira de lição de amor ao próximo. Um exemplo de pessoa hoje rara no mundo. Me fez desejar que existisse um John de verdade que eu pudesse ser um pouco como ele.
Quem resolver ler, faça por uma boa história de amor, não por uma carta reveladora ou por desejar encontrar um livro que justifique vender 5 milhões de exemplares.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Confie em Mim
Título: Confie em Mim
Autor: Harlan Coben
Editora: Sextante
Ano: 2009
Até onde você iria por amor à sua família? Essa é a frase apresentada na capa que resume bem o livro de Harlan Coben, Confie em Mim. A história se passa em um subúrbio americano, em um daqueles ambientes com famílias tão bem estruturadas que sofrem pelo vazio de suas vidas. São vários núcleos que interagem e influenciam na vida do outro, formando uma trama onde a natureza humana é questionada e o mistério é posto à nossa frente para ser desvendado.
A família de Adam, um garoto em sua fase adolescente, resolve monitorar os passos dele através de um programa instalado no computador. A preocupação de Mike e Tia com a segurança do filho mais velho leva a filha mais nova, Jill, ao perigo real de morte.
A família de Spencer, o garoto suicida, não consegue se estruturar nem se desfazer após o filho ser encontrado morto no telhado da escola, utilizando remédio controlado e vodka. Spencer era o melhor amigo de Adam que também sofre muito com a morte do amigo.
Yasmim, filha de pais separados e amiga de Jill, a irmã de Adam, não consegue se socializar após uma frase mal dita do professor sobre suas características genéticas. O pai de Yasmim, um covarde, não consegue tomar uma atitude para resolver a situação.
DJ Huff, filho de um policial que cria o filho com total liberdade, achando que só se aprende a viver errando e experimentando, é amigo de Adam e Spencer. Esse pai protege os erros do filho para assegurar o futuro dele.
Joe, o professor mais querido da escola, o homem responsável pela maldita frase dita a Yasmim, não consegue se livrar da culpa pelo que disse à menina, mas em sua covardia, também não toma uma atitude para desfazer o mal que causou.
Susan Loriman, casada e mãe de um filho com leucemia, é pressionada por Mike e Ilene, médicos da criança, a confessar a verdadeira identidade do pai do garoto, a fim de tentar salvar a vida dele, uma vez que o suposto pai, aquele que o registrou, não era compatível.
Nash, um psicopata que julga a natureza humana, acompanhado de Pietra, uma mulher traumatizada pelo sofrimento vivido na guerra, formam o núcleo que causa as mortes e tira a "paz" do pequeno subúrbio. O primeiro crime a ser desvendado é a morte de uma mulher branca, cujo desaparecimento não foi questionado por nenhum parente.
Reba Cordova, mãe de uma família feliz e bem estruturada, desaparece sem movito. O carro é encontrado na frente de um hotel, mas o Sr. Cordova garante que a mulher não teria motivos para traí-lo.
Muse, Cope, Hester, Mo e outros personagens completam a trama onde somos convidados a descobrir o motivo de Nash cometer os assassinatos e de Adam ter desaparecido.
Núcleos que se interagem mais pela proximidade das vidas do que pelos crimes existentes. Um livro que junta o gosto pelo mistério com o questionamento sobre a conduta dos pais diante da criação dos filhos. Diversão e reflexão são garantidos para quem se aventurar na história do Coben, então, o que está esperando? Corra e compre o seu, aproveita e veja "Não Conte a Ninguém" do mesmo autor.
Autor: Harlan Coben
Editora: Sextante
Ano: 2009
Até onde você iria por amor à sua família? Essa é a frase apresentada na capa que resume bem o livro de Harlan Coben, Confie em Mim. A história se passa em um subúrbio americano, em um daqueles ambientes com famílias tão bem estruturadas que sofrem pelo vazio de suas vidas. São vários núcleos que interagem e influenciam na vida do outro, formando uma trama onde a natureza humana é questionada e o mistério é posto à nossa frente para ser desvendado.
A família de Adam, um garoto em sua fase adolescente, resolve monitorar os passos dele através de um programa instalado no computador. A preocupação de Mike e Tia com a segurança do filho mais velho leva a filha mais nova, Jill, ao perigo real de morte.
A família de Spencer, o garoto suicida, não consegue se estruturar nem se desfazer após o filho ser encontrado morto no telhado da escola, utilizando remédio controlado e vodka. Spencer era o melhor amigo de Adam que também sofre muito com a morte do amigo.
Yasmim, filha de pais separados e amiga de Jill, a irmã de Adam, não consegue se socializar após uma frase mal dita do professor sobre suas características genéticas. O pai de Yasmim, um covarde, não consegue tomar uma atitude para resolver a situação.
DJ Huff, filho de um policial que cria o filho com total liberdade, achando que só se aprende a viver errando e experimentando, é amigo de Adam e Spencer. Esse pai protege os erros do filho para assegurar o futuro dele.
Joe, o professor mais querido da escola, o homem responsável pela maldita frase dita a Yasmim, não consegue se livrar da culpa pelo que disse à menina, mas em sua covardia, também não toma uma atitude para desfazer o mal que causou.
Susan Loriman, casada e mãe de um filho com leucemia, é pressionada por Mike e Ilene, médicos da criança, a confessar a verdadeira identidade do pai do garoto, a fim de tentar salvar a vida dele, uma vez que o suposto pai, aquele que o registrou, não era compatível.
Nash, um psicopata que julga a natureza humana, acompanhado de Pietra, uma mulher traumatizada pelo sofrimento vivido na guerra, formam o núcleo que causa as mortes e tira a "paz" do pequeno subúrbio. O primeiro crime a ser desvendado é a morte de uma mulher branca, cujo desaparecimento não foi questionado por nenhum parente.
Reba Cordova, mãe de uma família feliz e bem estruturada, desaparece sem movito. O carro é encontrado na frente de um hotel, mas o Sr. Cordova garante que a mulher não teria motivos para traí-lo.
Muse, Cope, Hester, Mo e outros personagens completam a trama onde somos convidados a descobrir o motivo de Nash cometer os assassinatos e de Adam ter desaparecido.
Núcleos que se interagem mais pela proximidade das vidas do que pelos crimes existentes. Um livro que junta o gosto pelo mistério com o questionamento sobre a conduta dos pais diante da criação dos filhos. Diversão e reflexão são garantidos para quem se aventurar na história do Coben, então, o que está esperando? Corra e compre o seu, aproveita e veja "Não Conte a Ninguém" do mesmo autor.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
O Evangelho Segundo Jesus Cristo
Título: O Evangelho Segundo Jesus Cristo
Editora: Companhia de Bolso
Autor: José Saramago
Ano: 2005
Edição: 1
"Tendo, pois, muitos empreendido pôr em ordem a narração dos fatos que entre nós se cumpriram, segundo nos transmitiram os mesmos que os presenciaram desde o princípio, e foram ministros da palavra, pareceu-me também a mim conveniente descrevê-los a ti, ó excelente Teófilo, por sua ordem, havendo-me já informado minuciosamente de tudo desde o princípio; para que conheças a certeza das coisas de que já estás informado. " Lucas (1-4) - dedicatória do livro "O Evangelho Segundo Jesus Cristo".
Algumas vezes eu confundia as palavras instigante com intrigante, trocando-as nas minhas colocações. Finalmente encontrei uma situação onde posso usá-las juntas sem nenhum problema. O Evangelho Segundo Jesus Cristo é intrigante e instigante; mais uma obra de Saramago, o melhor escritor que já li até hoje.
O livro é isntigante, pois começa com a concepção de Jesus por José e Maria, narra a infância do garoto comum que chora e brinca, incluindo no contexto as passagens dos evangelhos. A vida de Jesus é retratada de forma humanizada, cronológica, mas sem negar os milagres de Jesus e a paternidade de Deus. Maria de Magdala é a mulher de Jesus e o acompanha até o último sopro de vida. Maria de Nazaré é a mãe renegada por não acreditar na santidade do filho, um ato sem o perdão de Jesus. José, pai de Jesus, é um homem atormentado por sua covardia, cujo final é a morte na cruz aos 33 anos.
O livro é intrigante, pois mostra um Deus perverso e egocêntrico que usa o próprio filho para ampliar o seu poder diante dos homens. O grande momento do livro é a conversa franca entre Jesus, Deus e o Diabo. Nesse momento, Saramago aproveita para citar todos que morreram em nome da Igreja Católica, todas as guerras executadas em nome de Deus e Jesus. Vendo a dor de Jesus diante do sangue a ser derramado em seu nome, o Diabo pede perdão a Deus para evitar as mortes, mas Deus não aceita porque sem o Diabo ninguém lembraria de dele. Jesus ainda tenta em vão mudar o seu futuro, mas é conduzido ao sacrifício como um cordeiro.
É um livro difícil de ler, tanto pela maneira como Saramago escreve quanto pelo conteúdo pesado e incômodo que apresenta. O livro me impressionou tanto que à noite, após um pesadelo, o coloquei embaixo da minha bíblia, numa maneira simbólica de lembrar o meu amor e confiança no Pai. É uma grande obra que vale a pena ser lida até mesmo pelo mais fiel dos cristãos, afinal até para criticar é preciso conhecer.
Editora: Companhia de Bolso
Autor: José Saramago
Ano: 2005
Edição: 1
"Tendo, pois, muitos empreendido pôr em ordem a narração dos fatos que entre nós se cumpriram, segundo nos transmitiram os mesmos que os presenciaram desde o princípio, e foram ministros da palavra, pareceu-me também a mim conveniente descrevê-los a ti, ó excelente Teófilo, por sua ordem, havendo-me já informado minuciosamente de tudo desde o princípio; para que conheças a certeza das coisas de que já estás informado. " Lucas (1-4) - dedicatória do livro "O Evangelho Segundo Jesus Cristo".
Algumas vezes eu confundia as palavras instigante com intrigante, trocando-as nas minhas colocações. Finalmente encontrei uma situação onde posso usá-las juntas sem nenhum problema. O Evangelho Segundo Jesus Cristo é intrigante e instigante; mais uma obra de Saramago, o melhor escritor que já li até hoje.
O livro é isntigante, pois começa com a concepção de Jesus por José e Maria, narra a infância do garoto comum que chora e brinca, incluindo no contexto as passagens dos evangelhos. A vida de Jesus é retratada de forma humanizada, cronológica, mas sem negar os milagres de Jesus e a paternidade de Deus. Maria de Magdala é a mulher de Jesus e o acompanha até o último sopro de vida. Maria de Nazaré é a mãe renegada por não acreditar na santidade do filho, um ato sem o perdão de Jesus. José, pai de Jesus, é um homem atormentado por sua covardia, cujo final é a morte na cruz aos 33 anos.
O livro é intrigante, pois mostra um Deus perverso e egocêntrico que usa o próprio filho para ampliar o seu poder diante dos homens. O grande momento do livro é a conversa franca entre Jesus, Deus e o Diabo. Nesse momento, Saramago aproveita para citar todos que morreram em nome da Igreja Católica, todas as guerras executadas em nome de Deus e Jesus. Vendo a dor de Jesus diante do sangue a ser derramado em seu nome, o Diabo pede perdão a Deus para evitar as mortes, mas Deus não aceita porque sem o Diabo ninguém lembraria de dele. Jesus ainda tenta em vão mudar o seu futuro, mas é conduzido ao sacrifício como um cordeiro.
É um livro difícil de ler, tanto pela maneira como Saramago escreve quanto pelo conteúdo pesado e incômodo que apresenta. O livro me impressionou tanto que à noite, após um pesadelo, o coloquei embaixo da minha bíblia, numa maneira simbólica de lembrar o meu amor e confiança no Pai. É uma grande obra que vale a pena ser lida até mesmo pelo mais fiel dos cristãos, afinal até para criticar é preciso conhecer.
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quinta-feira, 22 de julho de 2010
Felicidade Clandestina
Hoje uma garota deixou um recado no meu outro blog, o Menino Rude. Curiosa que sou, fui lá olhar quem era e se tinha blog. Então, me surpreendi com a qualidade do que é apresentado lá. São textos de diversos autores, bem escritos, que dizem algo bom para nós. Ainda não olhei em profundidade, mas já gostei do que vi e resolvi compartilhar aqui como indicação de leitura.Então, divirtam-se. O blog é Penetra Surdamente no Reino das Palavras (http://aartedaliteratura.blogspot.com) e a autora é Felicidade Clandestina.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Mi primera lectura en español

Ayer me compré mi primer libro en español y yo no fue modesta,compré "Vivir para contarla" de Gabriel García Márquez.
Pois é, amigos, começar a leitura em espanhol com Gabriel García Márquez é, no mínimo, estimulante. São 527 páginas de letras pequenas e vocabulário vasto, mas eu conseguirei e contarei a história aqui para vocês.
O ritmo de leitura é metade de uma leitura em português porque faço questão de observar as palavras e sublinhar as que não conheço, mas estou me surpreendendo com o que aprendi em pouco tempo de aula no CCAA. Isso é muito bom.
Aguardem, então, o resumo do livro, mas já aviso que vai demorar.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Adeus Saramago

Morreu hoje o escritor português José Saramago, um dos melhores escritores que pude ler até hoje.
A obra mais conhecida de Saramago é "Ensaio sobre a Cegueira", mas existem outros bons livros que nos fazem pensar sobre a vida, o mundo e a sociedade. José Saramago pode ter ido, mas felizmente suas obras estão aí eternamente.
Que sua alma siga em paz, com Deus.
Veja a notícia: http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2010/06/morre-aos-87-o-escritor-jose-saramago.html
Livros Publicados:
Terra do pecado
Manual de pintura e caligrafia
Levantado do chão
Memorial do convento
O ano da morte de Ricardo Reis
A jangada de pedra
História do cerco de Lisboa
O Evangelho segundo Jesus Cristo
Ensaio sobre a cegueira
Todos os nomes
A caverna
O homem duplicado
Ensaio sobre a lucidez
As intermitências da morte
As pequenas memórias
A viagem do elefante
Caim
Foto: Sebastião Salgado
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Não Conte a Ninguém

Título: Não Conte a Ninguém
Autor: HARLAN COBEN
Editora: Sextante
Ano: 2001 (primeira edição)
Quem acompanha este blog deve ter percebido que livros de suspense policial não são meus favoritos, mas "Não Conte a Ninguém" me chamou a atenção pelo título, pela capa, pela descrição e pelas milhões de cópias vendidas. Confesso que achei, por causa da capa, que seria um livro no estilo "A Cabana", mas é totalmente diferente, é um suspense policial de tirar o fôlego.
O livro prende a atenção o tempo todo. A linguagem é direta e simples, porém não é cansativa. Os personagens e os cenários são descritos de forma clara e apenas para dar sentido à trama. Existem bons diálogos. Eu sou fã de livros com diálogo porque eles quebram o formalismo e nos faz interagir com os personagens. Tem assassinato, traficante, polícia corrupta, serial killer, traição e o que mais desejar do submundo do crime.
Não entendo muito de tramas policiais, mas achei o final forçado. É como aqueles filmes americanos bons o tempo todo, mas que peca no final porque tem que criar os heróis e salvar os mocinhos. Faltou pouco para o livro se tornar um clássico.
Descobri que tem um filme francês baseado no livro que ganhou vários prêmios e agora quero vê-lo.
Veja o resumo da Siciliano.
Há oito anos, enquanto comemoravam o aniversário de seu primeiro beijo, o Dr. David Beck e sua esposa, Elizabeth, sofreram um terrível ataque. Ele foi golpeado e caiu no lago, inconsciente. Ela foi raptada e brutalmente assassinada por um serial killer.
O caso volta à tona quando a polícia encontra dois corpos enterrados perto do local do crime, junto com o taco de beisebol usado para nocautear David. Ao mesmo tempo, o médico recebe um misterioso e-mail, que, aparentemente, só pode ter sido enviado por sua esposa.
Esses novos fatos fazem ressurgir inúmeras perguntas sem respostas: Como David conseguiu sair do lago? Elizabeth está viva? E, se estiver, de quem era o corpo enterrado oito anos antes? Por que ela demorou tanto para entrar em contato com o marido?
Na mira do FBI como principal suspeito da morte da esposa e caçado por um perigosíssimo assassino de aluguel, David Beck contará apenas com o apoio de sua melhor amiga, a modelo Shauna, da célebre advogada Hester Crimstein e de um traficante de drogas para descobrir toda a verdade e provar sua inocência.
Não Conte a Ninguém foi o livro mais aclamado de 2001, indicado para diversos prêmios, entre eles Edgar, Anthony, Macavity, Nero e Barry. Em 2006 foi adaptado para o cinema numa produção francesa vencedora de quatro Cesars (o Oscar francês), inclusive de melhor ator e diretor.
Agora vou explicar o que achei forçado: Quem ainda vai ler o livro, termine a leitura por aqui.
Se David Beck matou Scob, como ele não teve curiosidade de acompanhar o caso? Por que ele nunca se preocupou em saber quem limpou a prova do crime? Ele não imaginou que sua mulher teria pedido ajuda ao pai para encobrir o crime? Como ele não viu que a mulher foi testemunha do caso em defesa do marginal acusado ilegalmente?
Para mim o livro fecharia melhor se o pai de Elizabeth ou a própria Elizabeth fosse o assassino, deixando o Dr. Beck com um outro segredo a ser descoberto em uma sequência de um próximo livro.
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segunda-feira, 29 de março de 2010
O Guardião de Memórias

Título: The Memory Keeper´s Daughter (O Guardião de Memórias)
Autor: Edwards, Kim
Tradução: Vera Ribeiro
Editora: Sextante
Ano: 2007
Esse domingo não foi um dia ensolado. A chuva que caiu aos poucos e insistentemente me fez ler as 360 páginas de O Guardião de Memórias. Ainda não sei se foi realmente a chuva que me fez lê-lo ou se uma profunda incerteza sobre a vida e uma vontade de apertar o botão de pausa sobre ela.
Certa noite com muita neve, Norah entra em trabalho de parto e David, seu marido e ortopedista, se vê obrigado a fazer o parto por falta de outro médico especialista. Após o nascimento do primeiro filho, Paul, David percebe que a gravidez é de gêmeos e traz ao mundo uma menina, Phoebe. Ao perceber traços de síndrome de Down em Phebe e lembrar de sua própria vida ao lado da irmã, que também foi portadora da síndrome e morreu cedo, deixando a mãe desconsolada, David resolve poupar Norah e Paul do sofrimento e entrega a filha para a enfermeira levar a um abrigo para crianças retardadas. Quando Norah acorda, David não consegue contar a verdade e diz que a criança nasceu morta. Caroline, a enfermeira, não consegue deixar a menina no abrigo e, agindo pela emoção de poder ser mãe, resolve fugir com Phoebe, deixando toda a vida vazia para trás.
A falta da filha e o eterno segredo de David, fez a família se desestruturar e cair em um mar de sofrimentos. Bree, a irmã de Norah era o único laço de alegria que pairava pela casa. No outro núcleo, o amor incondicional de Caroline por Phoebe fez a vida dela florir, além de trazer para ela o grande amor, Al e grandes amigos unidos pela necessidade de apoio e pela síndrome de down.
Durante a leitura achei o livro melancólico. A vida de Norah, usando a morte da filha como desculpa para não ser feliz; a vida de David, envolvido em seus próprios medos, único sentimento que o trazia vivo e fotografando o que não existia para se sentir melhor; a beleza de Paul escondida na culpa pela infelicidade dos pais. Eu queria mesmo era ler rápido ou pular as páginas só para sentir a alegria emanada por Phoebe,Caroline e Al a cada nova descoberta sobre a vida.
Hoje, fazendo essa resenha, percebi que a melancolia de Norah, David e Paul trouxeram à tona meus próprios medos e minha solidão e por isso os personagens me incomodaram tanto. A capacidade de Caroline em dispor a própria vida pelo próximo, me fez desejar o mesmo, uma vida de verdade onde o mundo fizesse sentido. A inquietude de Bree diante da vida e a eterna alegria, muitas vezes mascarando a solidão, me fez lembrar de momentos onde eu sorri para o mundo e desejei apenas não estar ali, naquele momento. As inúmeras fotografias de David me fez perceber em quantas fotos eu sorri, registrando viagens que jamais precisaria ter feito para encontrar o real significado da vida, fotos que joguei fora sem o menor constrangimento,assim como fez Norah.
Talvez por isso o livro seja bom. Não exatamente pela capacidade literária da autora e tradutora, mas pelo poder de elevar o psicológico e trazer uma real reflexão sobre o que é importante na vida, mostrando que amar e ser amado faz a diferença e que fugir de um problema nunca irá resolvê-lo. Quem foge jamais descobrirá que o problema era apenas uma porta para um lugar melhor.
Se é bom pra ler? Claro, principalmente em um dia melancólico com um pouco de chuva.
Obs. Para os menos pacientes, acabei de descobrir que existe o filme sobre o livro.
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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
A Cidade do Sol
Título: A Cidade do SolAutor: Hosseini, Khaled
Editora: Nova Fronteira
Ano: 2007
Hoje, ao terminar de ler A Cidade do Sol, de Hossini Khaled, tive a impressão de viver no paraíso. O romance conta a história de duas mulheres, nascidas em décadas diferentes, mas com os mesmos problemas: a guerra, a falta de respeito com as mulheres e as dores das perdas.
Na primeria parte do livro, é narrada a história de Mariam, filha bastarda de um rico homem, condenada à vida dura e à solidão simplesmente por ser bastarda. Após a morte da mãe, Mariam é dada para casamento a um homem bem mas velho, Rashid. Usando a desculpa de que Mariam não conseguia dar um filho homem, Rashid espanca Mariam por qualquer motivo. Mariam e Rashid vivem sob a tensão da guerra Afegã.
A segunda parte do livro conta a história de Laila, uma menina doce, criada por pais que se amam e que a ama. Filha de professor, a menina frequenta a escola, estuda e tem a certeza que escolherá o próprio marido. O pai de Laila diz que ela deve estudar pois, quando for adulta poderá ajudar o Afeganistão e se recuperar. Laila tem dois irmãos que não conhece porque estão na guerra e um amigo, Tariq, pelo qual ela se apaixona na adolescência.
Mariam e Laila vivem na mesma rua, mas não se conhecem até que o destino as une. Cabul está constantemente bombardeada, muitos civis morrendo, partes de corpos sendo arremessadas ao longe. Tariq resolve ir embora com os pais e chama Laila, a pede em casamento, mas Laila não quer deixar os pais. A mãe de Laila não quer ir embora pra não deixar o país pelo qual os filhos se sacrificaram, ela ainda espera ver o Afeganistão em paz. No dia que Laila e os pais resolvem partir, um missil atinge a casa e apenas Laila sobrevive. Rashid e Mariam a socorrem e dão abrigo.
O que parece ser uma boa ação, na verdade é um plano de Rashid para ter mais uma esposa. Enquanto Laila ainda está doente e atordoada, um homem vai à casa de Mariam e dá a notícia que Tariq e sua família estão mortos. Laila se vê sozinha e grávida, então aceita o pedido de casamento de Rashid.
Os mal tratos de Rashid une Mariam e Laila, permitindo que elas sobrevivam a pancadas, guerras, fome, seca, falta de hospitais e de medicamentos. Laila tem dois filhos, Aziza e Zilman. No pior momento Afegão, quando a seca ataca, Aziza é dada para um orfanato. Mulheres não podiam andar sozinhas nas ruas ou seriam espancadas por soldados, mesmo assim Laila enfrentava a dor para ver a filha.
Quando tudo parece perdido e insuportável, Tariq volta para buscar Laila. Quando Rashid o vê, tenta matar Laila com as mãos, mas Mariam o mata com um golpe de pá. Sabendo que será perseguida pelo crime, Mariam se entrega para a morte e pede para Laila pegar os filhos e ir embora com Tariq. Apesar de não concordar, Laila aceita os argumentos de Mariam que paga pelo seu crime.
Laila vive feliz com Tariq e os filhos em um hotel no Paquistão, mas o sonho de reconstruir Cabul após a invasão da ONU no governo Bush, os levam de volta. Laila resolve visitar a primeira casa de Mariam e o amigo que ela tanto falava. Lá recebe um caixa contendo uma carta e uma herança deixada pelo pai de Mariam. O dinheiro, convertido em dóllar pelo próprio pai de Mariam, permite a Laila e Tariq reformar o orfanato que abrigou Aziza. Cabul se recupera os poucos. Ávores são plantadas, casas pintadas e reconstruídas, ecolas abertas. Tudo parece voltar ao normal.
Eu terminei o livro achando que algo de ruim ainda aconteceria com Laila e Tariq. É tanto sofrimento que fica difícil acreditar na felicidade. Mas Laila cumpre sua missão, ser últil a Cabul quando a guerra acabar. Além da vida e sofrimento do povo Afegão, o livro descreve quatro décadas de história afegã e termina no período posterior à queda das torres gêmeas, a invasão americana com a ONU e a busca pelos terroristas. Ao terminar a leitura me senti parte daquele lugar, feliz com o plantio de flores em capas de mísseis e com a nova vida de Laila, Tariq e família.
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quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Conversando com Deus

Título: Conversando Com Deus
Autor: Neale Donald Walsch
Editora: Agir
Ano: 2008
Conversar com Deus é para mim algo natural e muito bom. Não falo de orar, mas de conversar mesmo, receber respostas, seja com pensamentos, textos ou exemplos. Por isso, quando vi o livro com esse título achei algo totalmente possível e resolvi lê-lo.
Antes de ler o livro vi o filme, se fosse uma história real, seria bem interessante. Até achei que fosse, o que me incentivou mais ainda a buscar o livro. O livro não fala nada sobre as cenas do filme. O autor pergunta sempre sobre a família, ou seja, não parece ser um homem abandonado como no filme.
O autor fala verdades bíblicas, embora trate Jesus apenas como mais um mestre, não o filho de Deus, e a bíblia como um livro ultrapassado. Deixa a ideia de que o livro Conversando com Deus é a nova bíblia. Achei uma obra pretenciosa e perigosa, embora tenha muita verdade nas suas linhas, até porque ele reescreveu teorias já existentes na bíblia, principalmente no Novo Testamento. Neale também usou de teorias espíritas e filosóficas para compor seu livro.
Parece que Neale Donald Walsch conseguiu fazer 04 livros, sendo que no primeiro ele diz que seriam 03. Pois é, acho que Deus resolveu conversar um pouco mais. Só li o primeiro volume e não compraria os outros 03, mas se vier gratuitamente para minha mão, tento ler ao menos mais um.
O conteúdo é bom, quem sou eu pra dizer que não. Muito do que tem lá eu também ouvi e descobri em minhas conversas com Deus, mas justamente por conta do que vi, ouvi, senti e aprendi é que eu não faria um livro em nome de Deus. Posso até escrever o que senti e aprendi com Ele, mas usar diálogos, jamais! Uma pessoa em desespero ou com pouco conhecimento religioso e filosófico pode levar o livro ao pé-da-letra e fazer interpretações perigosas a respeito do que está escrito.
Fora os exageros do livro, o conteúdo, se bem interpretado, é bom e verdadeiro. Qualquer um de nós pode conversar com Deus e fazer as descobertas sobre a própria vida. Deus é um Pai, amigo que está ao nosso lado. Jesus é o homem que nos guia no verdadeiro amor, nos mostra a melhor maneira de encontrar a paz e a felicidade. Deus nos deu o livre arbítrio e, por isso, só pode nos amar e nos proteger dos nosso próprios atos. Se pedirmos a Deus com fé, acreditando que o pedido já foi acatado, o universo se movimenta para que o milagre se realize. Claro que, quando descobrimos a fé, também descobrimos que dinheiro e sucesso são consequências e não objetivos e também que não podemos desejar nada que vá de encontro com a felicidade do próximo.
Existe um Deus dentro de cada um de nós, um Deus amigo que podemos ouvir, meditar e agir de forma positiva para o mundo. Existem mestres, Jesus o maior de todos, que nos mostra verdades sobre a beleza da vida e do amor. Quem se dispõe a buscar Deus, buscar o amor de Jesus, encontrará o caminho da verdade, da paz e do amor. Lembre-se sempre: Deus é nosso maior amigo!
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Quem Me Roubou de Mim?

Título: Quem me roubou de mim?
Autor: Fábio de Melo
Editora: Canção Nova
Ano: 2008
Quem já se sentiu perdido de si mesmo? Quem já se olhou no espelho e disse: "Esse não sou eu", "Esse relacionamento me tirou do sério", "Não me reconheço mais" dentre tantas frases que podemos citar. O livro "Quem Me Roubou de Mim" fala justamente do sequestro do subconsciente.
Para explicar o sequestro do subconsciente, o autor faz uma abordagem inicial sobre o sequestro do corpo, a vida no cativeiro, a relação entre sequestrador, sequestrado e a família. Após essa introdução, Fábio explica o sequestro do subconsciente.
Para contextualizar ele se vale de histórias ouvidas como sacerdote, intuição, experiência pessoal e teorias filosófica e teológica. Tudo isso junto dá ao livro uma percepção maior que um simples livro de auto-ajuda.
Ao longo de nossas vidas podemos sequestrar ou ser sequestrados. Podemos imaginar um relacionamento que não existe, uma pessoa que não existe, criar um personagem e ter que vivê-lo até sair do cativeiro. Podemos deixar de viver por medo, viver preso no vício e tantas outras formas de cativeiro.
Fábio deixa claro que podemos e devemos ser livres, devemos nos livrar dos cativeiros das nossas vidas. Uma passagem interessante é quando ele diz que não existe amor ideal porque o ideal está pronto e o ser humano está sempre se modificando. O que existe é a pessoa certa e para encontrá-la é preciso conhecê-la. Por isso ele acredita que paixão à primeira vista corre o risco de ser um desastre. A graça do amor é justamente aceitar o outro com os defeitos, buscar melhorá-lo sem retirar-lhe a essência.
A parte mais bonita do livro é saber que podemos tirar pessoas do cativeiro, trazê-la para a realidade, torná-la livre e feliz. Ele cita a passagem bíblica onde a mulher, no momento de ser apedrejada é salva por Jesus, apenas com palavras ditas no momento certo. Ele explica o quanto aquela mulher estava presa em seu cativeiro de prostituição e Jesus a salvou quando acreditou que ela poderia ser melhor e que não merecia a morte pelas mãos dos que a fizeram pecar.
Para finalizar ele deixa um conjunto de resposta que até hoje penso e não consigo responder. Buscar as respostas é fator essencial para concluir o livro, pois este só está definitivamente lido quando a mensagem for absorvida pelo leitor.
Em breve falarei das minhas descobertas a partir do livro, mas isso já é outra publicação.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Carta entre Amigos

Título: Carta entre Amigos.
Autor: Fábio de Melo e Gabriel Chalita
Editora: Ediouro
Ano: 2009
Muito difícil conceituar o livro Cartas entre Amigos. Parece ser de auto-ajuda, mas não é. Talvez de filosofia, mas também não é. Também não é um sermão religioso como muitos esperam. Nem pode-se dizer que é um livro, mas um conjunto de cartas trocadas entre dois amigos que decidem parar um pouco as atribulações da vida para dar atenção um ao outro. Na capa diz que é um livro para falar dos medos contemporâneos, eu não o definiria assim. A linguagem não é muito simples, é preciso atenção para lê-lo e, para os mais curiosos, ter um site de pesquisa ao lado é bom.
O encantamento do livro é justamente a não intenção de dar lição de moral. Os autores simplesmente falam o que sentem e usam a filosofia e a poesia para descrever seus pensamentos. Falam muito do amor. Aquele que surge de pedras, que supera perdas, que se doa ao próximo, o amor de Cristo. Fala do amor fast-food que vivemos hoje no mundo industrial e lembram que o amor é feito em fogo a lenha, onde temos que constantemente buscar o combustível desse amor.
Vários sentimentos são citados em carta, sempre interligando um ao outro, sempre trazendo o amor como parte da solução. É difícil descrever todos os temas abordados, eles se misturam, vão e voltam e se completam. Muitas vezes o que Gabriel escrevia parecia ter vindo de mim, é ele quem quase sempre traz a dúvida e Fábio a serenidade. Gabriel é a chama, Fábio a razão que controla a emoção. Os dois se completam em cartas emocionadas e cheias de poesia.
Algumas passagens foram marcantes para mim:
- A história de Cora Coralina que, apesar da vida cheia de problemas, transformou tudo em amor e poesia.
- A citação de Gabreil sobre a paixão onde, por insistirmos em uma flor, deixamos de ver e cuidar de outras flores em nosso jardim.
- A busca pela liberdade, o mal que fazemos em prender o amor por medo de perdê-lo.
- O vazio do mundo que levam os jovens à drogas e qual o papel dos pais nesse contexto.
- A limpeza dos nosso museu interior para que a próxima pessoa a entrar nele encontre o passado limpo e organizado, seja ele bom ou ruim.
- A passagem do mar vermelho, mostrando que a fé para existir precisa que o homem acredite e dê o primeiro passo.
- A força que se mostra na fragilidade de Madre Tereza.
São tantos assuntos, muitos sem resposta. Na verdade, não é a intenção dar respostas e isso é bom. Confesso que chorei na última carta quando o Pe. Fábio fala da força que vem da fragilidade. Chorei porque percebi que é nos meus momentos mais frágeis que ganho força para mudar minha vida. É na fragilidade do próximo que ganho forças para ajudá-lo. Percebi que não sou fraca, apenas frágil e que isso não é defeito, é um jeito de ser. Pensei na minha fé e vi que preciso entrar no mar para que Deus possa abri-lo. Chorei, pedi perdão e desejei lavar os pés de Cristo com minhas lágrimas.
O livro sozinho não traria tantos sentimentos, ele o fez porque resolvi lê-lo num momento difícil e importante de minha vida. Talvez, dentre tantos assuntos, algum tenha importância na sua vida nesse momento. Cada carta traz à tona um fantasma a ser vencido. Cada palavra uma reflexão sobre a vida. Terminei o livro desejando um amigo para escrever-lhe cartas sobre a vida. Terminei o livro certa de que posso ser mais do que sou, mas que já sou mais do que imagino. Tive a certeza que posso lê-lo novamente, em outros momentos, e encontrar outros confortos.
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quarta-feira, 12 de agosto de 2009
A Carne dos Anjos
Título: A Carne dos Anjos (Shift Pure Cry)Autor: Siobhan Dowd (1960-2007)
Editora: Agir
Ano: 2009
Tradução: Celina Portocarrero
Só pra variar,comprei mais um livro pela capa, pelo título e pela introdução. Não tinha referências ou indicação de amigos, mas aquele texto inicial me deixou encantada.
Confesso que esperava ter sentido mais emoção. A história é tocante, triste e muito comum nos dias de hoje, infelizmente. Não sei se faltou algo em mim ou no livro, mas apesar de bom não passou os sentimentos prometidos. Será que me acostumei com o sofrimento de meninas inocentes?
A história de Shell nos faz refletir sobre o papel das igrejas na vida dos jovens, a omissão social diante dos problemas do mundo, o pré-julgamento, os vícios e a solidão.
A leitura é simples, palavras bem escritas, mas sem rebuscamento. Bom livro para adolescentes que estão prestes a iniciar uma vida a dois. Talvez eles entendam que é preciso ter amor e respeito com o parceiro e que ter vida sexual sem responsabilidade é colocar em sofrimento muitas outras vidas.
Bem, apesar da ressalva inicial, eu gostei do livro e recomendo.
Introdução oficial do Livro:
"Shell tem apenas quinze anos, mas a vida já é bastante cruel com ela. Depois da morte da mãe, o pai voltou as costas à realidade e entregou-se à bebida, deixando que ela se ocupasse dos dois irmãos menores. Shell não quer mais frequentar a igreja e regularmente falta às aulas na escola. Sem dinheiro em casa, a não ser pelo pouco que seu pai consegue pelos arredores em nome da caridade, sua única distração são os cigarros divididos com Declan, garoto por quem se apaixona, e as conversas com a amiga Bridie. Sem ter com quem compartilhar suas aflições de menina, ela pensa que o espírito de sua mãe retorna à Terra como fantasmhttp://www.acarnedosanjos.com.br/livro.aspa benigno, e de tanto em tanto põe o velho vestido de seda cor-de-rosa, escondido no fundo do armário do pai. Nem mesmo a chegada de um jovem padre, com idéias modernas e nem um pouco moralistas, é capaz de mudar a rotina silenciosa da aldeia de Coolbar. Mas logo Shell se encontrará no centro de um gravíssimo escândalo, que abala os fundamentos da pequena comunidade irlandesa e ecoa por todo o país. Para enfrentar esta provação, ela terá de apelar para toda sua coragem.
Baseado numa história real, A carne dos anjos é um desses romances que nunca deixam o leitor indiferente. Um livro inesquecível sobre adolescência, amor, fé, redenção e esperança.."
Site oficial: http://www.acarnedosanjos.com.br/livro.asp
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terça-feira, 4 de agosto de 2009
As Intermitências da Morte
Título: As Intermitências da Morte
Autor: José Saramago (1922, Portugal)
Ano: 2005
Editora: Companhia das Letras
Escondido entre livros que nunca li estava o romance de José Saramago, As Intermitências da Morte. Considerando que, depois que estou morando só, tempo é algo que tenho de sobra, resolvi lê-lo.
A princípio o livro é difícil de ler, digo até que Machado de Assis ficou simples diante dos devaneios de Saramago. Os diálogos não são organizados por travessão, a linguagem é rebuscada e crítica.
Com o passar dos capítulos, já lia os diálogos sem travessão com tranquilidade. Também me acostumei com as palavras e nem percebia tanto o rebuscamento. Até me simpatizei com aquele jeito de escrever, Para mim é algo que senti também quando me acostumei com Machado de Assis. O difícil se torna atraente, assim como na vida.
Outra dificuldade era ter que voltar uma ou duas páginas porque, na tentativa de ler um pouco mais, me perdia num sono e não lembrava a leitura no dia seguinte, fato pouco comum em outros livros.
A história não é original, eu já pensava muitas vezes como seria o mundo sem morte, sabendo o quanto a morte é importante para a vida. Original mesmo são as inúmeras situações descritas na fase um, não exatamente pela ausência da morte e sim pelo desespero humano diante desta perda. Importante ressaltar a humanização da morte, fato que torna o livro empolgante e ocorre com intensidade na fase dois do livro. O final, fase três? O resurgimento da morte. Surpreendente.
O que posso concluir é que se quiser algo diferente, algo para trabalhar os neurônios, leia este livro. Não se assuste com as primeiras folhas; acostume-se, vá adiante. Assim que chegar de 1/3 a 1/2 do livro, tudo ficará mais interessante e se chegar ao final, dê um sorriso de satisfação e compartilhe a felicidade com a morte.
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quarta-feira, 15 de julho de 2009
Segredos Destruidores

Título: STILLWATCH - Segredos Destruidores
Autor: Mary Higgins Clark
Editora: Record
Tradução: Gilson Soares
Ano: 2007
Aproveitando as férias conclui mais uma leitura. Dessa fez o livro foi emprestado por Rosinha. Eu nunca tinha lido nada sobre crimes e mistérios, não conseguia, mas esse livro eu consegui levar até o fim.
Patrícia Traymore (Pat) é uma apresentadora de sucesso e credibilidade cujo interesse é fazer um programa sobre a senadora Abigail Jennings, mulher que Pat admira. Depois de enviar uma carta à senadora, Pat é chamada para trabalhar em um emissora de Washington para fazer o documentário sobre a senadora. Pat tinha outros interesses além do programa: rever Sam, o amor da sua vida, e descobrir a verdadeira história do assassinato de seus pais quando ela ainda era uma criança de 3 anos e por pouco não morreu. O que Pat não sabia é que Abigail era a provável indicação para vice presidente.
A vinda de Pat causa apreensão e espectativa em muitas pessoas, pois a aparente história correta de vida de Abigail estava envolta em mistérios e assuntos mal contados. Por este movito, Pat recebe ameaças para não fazer o programa, mas não leva a sério. Quanto mais Pat pesquisa a vida de Abigail, mas os fatos parecem confusos e misteriosos. Toby, Eleanor e Arthur são alguns dos personagens que completam a trama e determinam o enredo do livro.
O livro é bem contado, mas é previsível e não dá para saber a época em que a história se passa. Ideal para roteiro de filmes americanos onde o mordomo é o culpado e a mocinha é salva pelo herói. A linguagem é simples e interessante, com muitos diálogos e palavras acessíveis. No geral eu digo que, embora não seja nenhum exemplo de obra literária, é um bom livro de ficção e uma boa indicação de leitura.
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